Colunistas

08/01/2023: liberdade de expressão ou baderna? Olá. A Constituição Federal assegura aos brasileiros, natos ou naturalizados, em seu artigo 5º, inciso IV que “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato”! Finda a ditadura e a democracia desde 1985, a palavra "liberdade" está 17 (DEZESSETE) vezes na Constituição, inclusive no seu Preâmbulo. Este, de forma simples, é a intenção, o espírito da Constituição, igual à Exposição de Motivos nas Leis. Findos os anos de chumbo, já se prega: Liberdade! Nos anos de 2013 e 2017 abordamos esta garantia constitucional em razão dos momentos em que o País vivia em respectivas épocas: a) o aumento das passagens de ônibus nas principais capitais do país, havendo quebra-quebra e surgindo o chamado grupo dos Black Blocks além do pré-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff; b) as pessoas que foram contrárias à então PEC dos gastos públicos, Reforma Trabalhista e da Previdência e outros gestos de austeridade do então Governo Temer e havendo quebra-quebra, também com reflexos nas principais capitais do País. Nesta época também estava a pleno vapor as condenações da Operação Lava Jato. Após mais de 05 (cinco) anos do fim do Governo Temer, passados 04 (quatro) anos do Governo Bolsonaro, somados ao fato dos protestos silenciosos, ordeiros e pacíficos relacionados ao questionamento por boa parte da população brasileira durante o processo eleitoral e após, presenciamos um lamentável episódio no último domingo, dia 08 de janeiro de 2023. Depois de tanto tempo, no mínimo é curioso que tais badernas voltaram. A partir do momento em que a destruição de patrimônio público ocorre, a razão de quem manifesta deixa de existir. A liberdade é o futuro de um país sério e exemplar. Um dos preceitos da educação é a "liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (art. 206, II, CF). Os tempos estão agitados e revoltos. Sinal de estarmos em uma tempestade e à vista de um futuro melhor. Tenha mais senso crítico. Proteste sim, pacificamente, para não perder a razão! Se você destrói o patrimônio público, o conserto será pago por você. Com a palavra, os medrosos que, em pleno século XXI, tentam acabar com a liberdade. "Liberté, Egalité, Fraternité" (lema da Revolução Francesa). Forte abraço.

13/01/2023– 10:19

Passei a ir ao Bairro Copacabana cada vez mais. Na década de 1980, ia para aquelas bandas atrás de um rabo de saia, que por motivos óbvios não vou citar o nome. Nos tempos atuais conheci muita gente boa: Salame, Arlindo, Ronaldo e Vaninha professora, Dona Sônia (já falecida), Catito, Vasco, Maíta, Marcinho de Belim, Marcim Filho, Porretão, Leninha Borges, entre outros. Se for citar os nomes a história não vai caber neste espaço. Um dos mais engraçados é o ferroviário aposentado Cacetinho, o único cara que tem mais 03 apelidos em Ponte Nova e em toda região: Ratão do Pântano, Sapão do Brejo e Patão do Rock. Ele tem papel importante neste “roubo” do Campeão. O Marcinho de Belim é um exímio cozinheiro, pois usa diversas ervas em seus temperos, marapuama e Sal do Himalaia. Todas as sextas-feiras tem uma galera que se aproveita de pratos feitos por ele. Os participantes levam os ingredientes como suã, frango, peixe, costelinha, costelão, etc. Numa dessas, ficou definido que seria a vez do Cacetinho levar um galo para fazer o famoso “Galo com Macarrão”. Ah! É bom lembrar que o Russo, ou Alemão, é atleticano “doente”, mas tem um belo bar. Em dias ou noites de jogos do Galo ele sempre tem muitos torcedores: contra e a favor! Cacetinho levou o tal galo numa sexta-feira para ser feito na outra sexta-feira. O tempo foi passando e nada de Marcinho de Belim fazer o “Galo com Macarrão”. “Meu cumpadre, que dia que você vai fazer o prato? O galo está aí já tem mais de 02 meses”, disse Cacetinho, bem-humorado, como sempre. Um dia, Marcinho de Belim arrancou a roda: “Aquilo que está na geladeira é muito pequeno! Parece um pinto crescidinho. Galo? Nunca que é!” Alguém matou a charada. Então era um franguinho? Foi quando um cidadão disse que Russo estava chateado, pois o Campeão sumira. Nos dias dos jogos Atlético, o galo garnisé, que andava solto dentro do bar e dormia em cima dos engradados de cerveja, virava uma “danera”. Gol do Galo, Russo explodia. Ele escutava a voz do dono, saia dos engradados, batia as asas e cantava de alegria. O negócio era mesmo de outro mundo! Cacetinho confessou que comprou o “galo” depenado na mão de “Zói de Merda”, que levou um troco, mas não disse onde “surrupiara” o galináceo, que é da família originária da Ilha de Guernsey, uma dependência da Coroa Britânica, da qual herdara o nome. Estava explicado o mistério do sumiço do Campeão! Cumpre aqui dizer que Cacetinho não sabia desta história e se soubesse não teria comprado a ave de estimação dos atleticanos dos bairros Copacabana e Nova Copacabana. “Zói de Merda” nega de pé de junto, dizendo que o produto era do seu galinheiro. Na noite de terça-feira, 08 de fevereiro (2021), estive com o Reginaldo da Remar, que é irmão do Russo. Ele me prometeu arranjar uma foto do Campeão. Até o fechamento desta historinha, eu ainda não havia recebido a foto e nem sei se tem. Mas, aqui ficam nossas condolências para Russo e para todos os atleticanos. Não sei se o “galinho” foi preparado pelo Marcinho de Belim. De uma coisa eu tenho certeza: eu não comi! (este texto foi escrito em 2021.Estou repetindo a pedidos)    

13/01/2023– 10:17

Descansam as canetas e entram em cena rojões e bombas. Réveillon! Mais uma etapa vencida no terceiro ano da misteriosa pandemia. Vacinas e seus indecifráveis efeitos são caso à parte. Hora de comemorar o fim de mais uma jornada. Em meio a instabilidade política num cenário que lembra 1964, o país busca seu rumo num cenário de muita nebulosidade. Povo nas ruas clamam determinados por transparência e liberdade. E para o brasileiro liberdade é inegociável. O status quo dos três poderes são conflitantes. Precisamos de ordem para fazer o progresso. Estamos diante da possibilidade de novo governo. As metas geram preocupações. O anúncio do staff que comporá os ministérios acumula mais de 3000 processos hibernando na Justiça. Currículos questionáveis. E sob a alegação de que não haverá custo, poderão ser criados mais 13 ministérios. Como diz o ditado: “não tem almoço de graça”. O país pode deixar de ter equipes técnicas para voltar ao modelo de loteamento político como forma de retribuir as benesses de campanha. O teto de gastos já foi furado para alegria geral. A pergunta que deixo: haverá farra com o dinheiro do contribuinte? A economia termina 2022 com números animadores. Inflação, crescimento do PIB e índice de pobreza retratam o bom momento. A balança comercial é ótima. O governo fecha o período com superavit primário. Isto é Responsabilidade Fiscal, gastar menos do que se arrecada. Com as privatizações o Brasil atraiu importantes investimentos que contribuíram para a geração de empregos. Saímos de 14 milhões de desempregados em 2016 para 8,7 no exercício. Estamos entre os países que mais vacinaram no mundo. As Forças Armadas estão aparelhadas para manter a ordem e nossa democracia. Estamos entre os 10 maiores contingentes bélicos do mundo. As narrativas que tentaram desconstruir o atual governo, morrem diante da veracidade dos números. Internamente houve recuperação das atividades de produção, comércio e serviços. O agronegócio expandiu sua produção e tem peso 10 na economia. Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES foram saneados e apresentam resultados inéditos. Estiveram voltados a financiar as ações de crescimento exclusivamente no país. As medidas adotadas para a redução dos preços dos combustíveis foram determinantes. A isenção dos tributos federais termina em 31/12 e o impacto será imediato, principalmente na gasolina que poderá aumentar até 1,00 real por litro. A velha tradição recomenda a passagem de ano com carne suína porque o porco só fuça para frente. O Peru e outros galináceos já deram suas contribuições no Natal. Em 2023 precisamos seguir adiante sem retrocessos, pois não haverá espaço para ciscar. E economia mundial está em luta para controlar a inflação e os efeitos recessivos que ameaçam o novo ano. Diante das grandes potências, fomos exemplos de boa gestão econômica em tempos de crise. Olharam muito, muito mesmo, para a equipe econômica dos brasileiros. Que espoquem as bombas e rojões. Vem aí a oportunidade para vermos ao que viemos. Nesse limiar de ano deixo aqui meu abraço e agradecimento aos amigos da coluna. Desejo paz, saúde e o ANO NOVO DE REALIZAÇÕES!

30/12/2022– 09:10

Os consumidores e o Natal! Olá. Passado o Natal e às vésperas do ano novo, seguem mais sugestões para que você possa presentear pessoas queridas, e prevenindo-se de eventuais aborrecimentos: - Guarde o cupom ou a Nota Fiscal de tudo o que comprar. Sem ela, o fornecedor pode se recusar a fazer a troca em caso de vícios. A data da nota é o marco dos prazos ditos na semana passada. - Em tempos que a demanda aumenta, a empresa jamais vai prometer se o seu produto chegará a tempo do Natal. Portanto, se comprar pela internet ou telefone, arque com o risco do atraso. - No período de 20 de dezembro a 06 de janeiro, a Justiça entra em recesso, ficando em plantão apenas para demandas urgentes. Embora a demanda do consumidor irritado e nervoso também seja urgente, há outras demandas mais urgentes. Assim, cuidado e compreensão. - Os órgãos públicos, por si ou por suas empresas, sejam concessionárias, permissionárias ou outras, têm que fornecer serviços adequados, seguros e contínuos. As empresas de telefonia e de transporte de passageiros e bagagens sujeitam-se ao Código de Defesa do Consumidor. - Vai viajar de ônibus? Planejamento é fundamental. Em caso de desistência, você tem direito a receber o dinheiro de volta da passagem até antes de configurado o ato do embarque, bastando a sua simples declaração de vontade. A empresa pode devolver no ato, ou até em 30 (trinta) dias. Se esta quiser manter um bom relacionamento, devolverá na hora. Desejamos a todos um Feliz e Próspero 2023. Procure fazer mais o bem! Cuide-se e pense em sua família. O bem sempre vence! Abraço!  

30/12/2022– 09:09

Pato Manco nos Estados Unidos é a expressão usada quando o presidente não pode fazer mais nada no final de mandato. No Brasil, onde o povo é mais criativo, já encontraram o nome ideal para o presidente Jair Bolsonaro: Napoleão de Hospício. Além disso, coloque em conta o desmanche dos órgãos de proteção ao Meio Ambiente, à Cultura/Fundação Palmares. Furou o teto de Gastos 05 vezes, meramente por interesse eleitoreiro. Deu dinheiro para caminhoneiros, estraçalhou com o FGTS, PEC Kamikaze e dos Precatórios e deu grana até para taxistas. Deixou uma dívida externa de R$ 5 bilhões por não pagar órgão como OMS (Organização Mundial de Saúde) e a ONU (Organização das Nações Unidas). Transformou o Brasil num pária internacional. Há muito o que se fazer neste País Tropical, além de combater as queimadas na Amazônia e o garimpo ilegal em terras indígenas. Reorganizar o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e criar o Ministério dos Povos Originários, como no Canadá. Antes de abandonar o barco à deriva, o Napoleão de Hospício, atravessando a noite com delírios de poder inconsequente, assinou em 22/12, o Indulto de Natal, perdoando assassinos policiais. Em determinação, inédita nos últimos anos da gestão Bolsonaro, diz que o indulto será concedido a agentes de segurança pública "que, no exercício da sua função ou em decorrência dela, tenham sido condenados, ainda que provisoriamente, por fato praticado há mais de trinta anos, contados da data de publicação deste Decreto, e não considerado hediondo no momento de sua prática". O Massacre do Carandiru completou 30 anos no dia 02 de outubro deste ano (2022) - na época, o massacre não se enquadrava como crime hediondo - constavam na lista a extorsão mediante sequestro, latrocínio e estupro. O homicídio foi incluído na lista dos crimes hediondos em 1994, após a repercussão do assassinato da atriz Daniella Perez. O STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou o processo e os assassinos poderiam para a cadeia, mas a caneta BIC de Jair Messias Bolsonaro funcionou e ele publicou este decreto delirante que livra a cara dos assassinos e atinge diretamente os parentes dos que foram massacrados em suas celas, muitos inocentes, conforme o livro do médico Drauzio Varella, base do roteiro do filme Carandiru. De nacionalista Jair Bolsonaro não tem nada, pois a caneta brasileira é a Compactor, muito melhor que a sua similar francesa, que ele usada nos decretos. Até acho que ele sofre de Síndrome de Estocolmo, pois o presidente reeleito francês Emmanuel Macron critica sua postura e ele ainda presta homenagem a quem lhe despreza e lhe tortura, mentalmente. A psiquiatria explica os desvios comportamentais chamados de Napoleão de Hospício e Síndrome de Estocolmo. O procurador-geral da República, Augusto Aras, ajuizou uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) na terça-feira, 27/12, para invalidar o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PL), que concedeu Indulto de Natal a policiais e militares, incluindo os condenados pelo massacre do Carandiru, em São Paulo.

30/12/2022– 09:08

Terminaremos o ano com insegurança política e incertezas econômicas para 2023. Politicamente pioramos. Quem se profissionalizou na política coloca as manguinhas de fora para não perder poder e as oportunidades que os cargos oferecem. Somos um país com o voto Parlamentar mais caro do mundo. Eleger-se é processo de barganha e pouca transparência. O sistema político é revanchista e planeja para o longo prazo. Os fatos são muitos. A destruição da Operação Lava Jato teve, nesta semana, novos episódios com o afastamento do ex-coordenador Eduardo El Hage e censura à juíza Gabriela de Góes. A punição é aviso. “Não mexam com corruptos poderosos!”. Os compromissos de campanha obrigam o novo governo a expandir a Esplanada dos Ministérios. Não se sabe ainda quantos ministérios serão criados para acomodar os aliados. Fale-se em mais 13. A farra com o dinheiro do contribuinte começou antes da posse. Ao longo dos próximos 04 anos serão gastos bilhões em salários e demais custos de manutenção dessas estruturas pouco produtivas. Os ministérios doravante serão políticos e não mais técnicos como vinha acontecendo. O país dá passos largos rumo à desorganização. A PEC do Fura-teto foi aprovada ao custo de mais 18 bilhões de reais em emendas parlamentares. Com a verba já prevista no orçamento, essa rubrica será maior que o valor destinado a investimentos em infraestruturas. Deve ultrapassar a 50 bilhões. Essas emendas também conhecidas como orçamento secreto, abrem possibilidades incríveis. O parlamentar pode destinar a quem quiser e ninguém ficará sabendo por que é “secreto”. A decisão foi política e de iniciativa do Congresso Nacional. Nesse formato abriu-se também a possibilidade de o parlamentar destinar/negociar verba para Estado que não o seu. Qual a vantagem? Junto com a verba poderá ir uma empreiteira ou fornecedor de relações próximas. Haja segredo! Mas não para aí. O plus das emendas dos parlamentares passa a ser definitivo porque virou Lei através do PEC. Nesse pacote da farra com o nosso dinheiro, foi aprovado também o aumento dos salários dos Congressistas. O novo presidente também terá aumento antes de começar a trabalhar. Para não haver desgaste público com novos aumentos já foram previstos reajustes para janeiro/23, abril/23, fevereiro/24 e fevereiro/2025. O aumento visa equiparar salários e benefícios com o STF cujo aumento de 18% a Suprema Corte aprovou para si a pouco mais de 04 meses. Esses reajustes beneficiam também outras categorias. O projeto entrou na pauta na última 3ª feira à noite, sem prévio aviso. Eles sabem da nossa passividade e nos passam a conta para pagar. O poder que emana do povo termina no instante do voto. Na política brasileira é comum a prática do toma-lá-dá-cá. Os procedimentos são legais porque se valem da legislação, poder e prerrogativas do cargo. Existem exceções e as louvo. O aspecto moral não conta por que somos um país de muitas fragilidades. Essa pequena amostragem retrata o domínio que a política exerce sobre os cidadãos. Sem voz e nem plenário, somos presas fáceis do sistema que eles criaram. Desejo aos amigos da coluna MUITA LUZ, PAZ E PROSPERIDADE. FELIZ NATAL!

22/12/2022– 12:38

Aos consumidores da véspera do Natal! Olá, tudo bem? Antes do Natal, o consumidor vai mais às compras para presentear parentes e amigos queridos. Previna-se de eventuais transtornos. Vamos lá. - Em compras por internet ou telefone, o prazo de arrependimento da compra é de 07 (sete) dias. O dinheiro tem que ser devolvido. Cuidado e diligência! - Embora o consumidor seja a parte vulnerável, infelizmente a malandragem faz parte da cultura do brasileiro. Em caso de vício do produto, não sanável no prazo de 30 (trinta) dias, o consumidor pode pleitear a troca por outro produto, a devolução do valor pago ou o abatimento do preço, através de acordo das partes. Assim, o lojista está legalmente amparado quando delimita no ato da emissão do cupom fiscal o prazo máximo de troca de produtos, seja porque o consumidor não gostou ou não serviu ... O bom senso sempre é o melhor caminho. - No caso de vícios do produto, o fabricante responde junto com o lojista, embora os tribunais entendam pela responsabilidade apenas do fabricante. - Estabelecimentos que usam cartão de crédito têm de conceder desconto a quem paga com dinheiro em espécie. Pode ser uma vantagem pra quem compra e para quem vende! - Comprar em maior quantidade significa ter maior poder de barganha. Saiba negociar. Conversar não paga! - Cuidado ao comprar. No mês de janeiro há muitas obrigações prévias, como impostos, anuidades de conselhos de classe, matrícula e material escolar. Cautela! Seu maior amigo nessa época é o boleto. - Não deixe as compras para a última hora. Evite filas e transtornos. Quem chega primeiro, bebe água limpa. Desejamos a todos um Feliz Natal e um próspero 2023. Um forte abraço e boas festas!

22/12/2022– 12:37

O Congresso Nacional derrubou  na sexta-feira, 16 de dezembro um veto feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL)  a uma lei que proibia a chamada arquitetura hostil em espaços públicos. A lei ganhou o nome de Padre Júlio Lancellotti, em homenagem ao padre paulista que tem um trabalho reconhecido de ajuda a pessoas em situação de rua. Arquitetura hostil é o nome que se dá ao uso de materiais e estruturas para afastar pessoas em situação de rua de locais públicos nas cidades — como pedras, espetos pontiagudos, pavimentação irregular, entre outros. Em 2021, um vídeo do Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua (Arquidiocese de São Paulo), quebrando pedras colocadas debaixo de viaduto  de São Paulo para afastar pessoas em situação de rua, viralizou nas redes sociais. O veto de Bolsonaro foi derrubado por 60 votos a 04 (quatro) no Senado e 354 votos a 39 na Câmara. A lei foi vetada pelo atual presidente na quarta-feira, dia 14 de dezembro. O presidente alegou o veto foi necessário para preservar a “liberdade de governança da política urbana”. O presidente Jair Bolsonaro decidiu barrar o texto por avaliar que o projeto “poderia ocasionar uma interferência na função de planejamento e governança local da política urbana, ao buscar definir as características e condições a serem observadas para a instalação física de equipamentos e mobiliários urbanos, a fim de assegurar as condições gerais para o desenvolvimento da produção, do comércio e dos serviços”.   Há 03 (três) anos, na Sala de Licitações da Prefeitura de Ponte Nova, estive presente no encontro de empresários, artistas e políticos, que foram ver de perto a apresentação, pela secretária municipal de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Sandra Brandão, do Projeto de Revitalização da Rodoviária Velha e seu entorno, no Centro Histórico, agora apelidado de Novo Centro pela atual administração pública. Em dado momento, eu e Geraldo Jannus (presidente do Sindserp, na época) começamos a ficar inquietos, ela (Sandra) falava que haveria uma revitalização que mudaria a plástica daquele lugar. Mudou mesmo, inclusive fizeram o corte de 04 (quatro) sibipirunas de mais de 40 anos. Tiveram que usar máquinas para arrancar as profundas raízes. “Vai ficar muito bonito!”, disse a secretária.   Decidimos que Geraldo Jannus faria a pergunta que não quer calar: “Tudo legal, show de bola, mas o que estão pensando para resolver a situação daqueles a moradores de rua, viciados em crak, que transitam por lá?”. Um secretário que estava assistindo interveio e disse: “Primeiro vamos revitalizar para melhorar o comércio local, colocar uma imagem melhor. Este problema a gente vê depois”. Levantei-me da cadeira, me dirigi para a porta de saída e fui embora. O Novo Centro continua por lá e os moradores de rua abandonados à própria sorte.  

22/12/2022– 12:36

Tanta coisa para terminar que me vem à mente alguns desejos. Começo pela Copa FIFA que terminará no Qatar no próximo domingo (18). Apesar da rivalidade eterna entre brasileiros e argentinos, confesso que não resisto. Torcer para “Los Hermanos” jamais. Para Lionel Messi, sempre. Devo isso a ele, como todo o futebol mundial deve. Tantos momentos de magia no campeonato espanhol, na “Champions” e na França, que me deixaram encantados. LIO é craque dentro e fora do campo. Me agradaria vê-lo campeão porque aos homens e célebres se reserva o panteão. Messi é digno desse templo. Se possível fosse, torceria só para ele ser campeão. A Argentina pode perder, menos o Messi. Se ela ganhar, nem vou notar. A França do craque Kylian Mbappé fica para depois. A única certeza é de que no dia 18 teremos uma tricampeã mundial. Adoraria contar que a munição da Rússia e Ucrânia estão terminando e que essa guerra estúpida que mata inocentes está perto do fim. Mas não está. Algumas dezenas de homens do poder querem assim. A OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte – resolveu desafiar a Rússia de Vladimir Putin. Na guerra das retaliações Putin saiu na frente. Colocou a Europa de joelhos e os efeitos respingaram no mundo todo. A confusa Ucrânia, uma espécie de território livre às vontades dos oportunistas do capitalismo selvagem, submeteu seu povo as penúrias de uma guerra cruel. O fim não está perto. Já pensou como o Brasil cresceria se a séria crise política/institucional tivesse data para acabar? Na expectativa de um novo governo emerge o oportunismo político. Parlamentares negociam seus votos para se manterem influentes. Sabe-se lá em quais condições. O “Centrão” não faz bem ao país. Acarinhados, aprovam emendas inaceitáveis permitindo por dois anos que o Governo Federal extrapole o Teto de Gastos. As perspectivas econômicas para os próximos dois anos são desanimadoras. Sem Teto de Gastos a inflação poderá chegar a patamares incontroláveis com danos imensuráveis. Os efeitos arrebentarão em quem trabalha e produz. A quarentena de 36 meses para nomeações a cargos nas Estatais foi enterrada numa manobra rápida e rasteira com aprovação de emenda no Congresso Nacional. Assim, quem articulou a campanha eleitoral do PT estão livres para diversas cadeiras nas Estatais. Ministérios serão loteados como pagamento da gentileza. ‘Tá tudo dominado”. O que termina mesmo é o 1º mandato de 4 anos do atual governo. Bom seria se as narrativas mentirosas contassem um pouquinho de verdade. O “fura teto” custará aos brasileiros 168 bilhões de reais. A desculpa é de que a economia do país está quebrada. Como assim? Veja 2022: superavit primário de R$ 23,4 bi. Arrecadação de R$ 4,6 trilhões. Inflação de 3,5%. Dívida externa caiu 20% comparada a 2016. PIB previsto é de 2,7%. A dívida pública é 74% do PIB. Desemprego caiu de 14 (2018) para 8,7%. Estatais fecharão o ano com R$ 250 bi de lucro contra 30 bi de prejuízos em 2015. Para saber como o Brasil se saiu na pandemia e dos efeitos da guerra, é só comparar esses números com os países ricos e os emergentes. Mas o fim pode ser o recomeço de uma nova jornada!

16/12/2022– 10:39

A Política da Agropecuária de Precisão Olá. Tudo bom? Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o desperdício de alimentos acontece em toda a cadeia de produção, perdendo-se ainda no campo 10% de tudo o que é colhido, 50% durante o manuseio e transporte, 30% na comercialização e abastecimento e 10% nos supermercados, restaurantes e residências. Resumindo: perdemos muito. Visando combater tal estatística, fora sancionada recentemente a Lei Federal 14.475 que instituiu a Política Nacional de Incentivo à Agricultura e Pecuária de Precisão, com a finalidade específica de ampliar a utilização de técnicas de produção agropecuária e visando diminuir o desperdício, os custos de produção e garantir a sustentabilidade ambiental, social e econômica. Com apenas cinco artigos, a Lei possui como diretrizes: “apoio à inovação, que contemple todas as escalas de produção; sustentabilidade ambiental, social e econômica; desenvolvimento tecnológico e sua difusão; ampliação de rede de pesquisa, desenvolvimento e inovação do setor agropecuário; estímulo à ampliação da rede e da infraestrutura de conexão de internet nas áreas rurais do País; articulação e colaboração entre os entes públicos federais, estaduais e municipais e o setor privado; e divulgação das linhas de crédito disponíveis para financiamento da agricultura e pecuária de precisão.” A lei também prevê instrumentos para a sua implantação, como a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias, a assistência técnica e a extensão rural, a capacitação gerencial e formação de mão de obra qualificada, acesso a linhas de crédito para a aquisição de equipamentos, incentivos para o desenvolvimento de uma indústria nacional de agricultura e pecuária de precisão, dentre outros, visando combater principalmente o desperdício. É um avanço, embora a questão seja mais cultural do que legal. O Brasil possui leis e regramentos demais. Um forte abraço!

16/12/2022– 10:38

Por muito tempo o feminismo foi reduzido a uma cartilha de escolhas pessoais. Feministas, afinal, são mulheres que lutam pelo direito de ter pelos debaixo do braço. A tentativa de se ridicularizar uma luta que nada diz respeito a decisões de ordem individual é ferramenta antiga no combate a lutas emancipatórias. Ridicularizar para diminuir e, assim, enfraquecer. "Por que pelos no corpo de uma mulher incomodam tanto?", escreveu Milly Lacombe em sua coluna no Canal UOL de Notícia, terça-feira passada,13 de dezembro. Uma pergunta dessas que pode nos levar a refletir de modo mais profundo sobre o que está em jogo. Nesta semana, a atriz Bruna Linzmeyer foi atacada nas redes sociais por exibir seu corpo livre na praia em um momento de alegria. O pecado de Bruna foi ter pelos debaixo do braço. Por que a sociedade em que vivemos acha que pode legislar sobre corpos de mulher? Pelos nas axilas masculinas não causam fúria, mas na da mulher sim. O que está inscrito nessa discrepância? Desde sempre as mulheres têm seus corpos regulados: fecha a perna; não vai sair com essa roupa, mulher usa salto; mulher precisa se maquiar; mulher usa saia; mulher precisa ser magra; Precisa cuidar da pele do rosto; mulher não pode andar por aí de qualquer jeito etc. Em 2009, escrevi artigo no site Pontenet e no jornal “O Município de Ponte Nova”, que falava sobre pelos nas mulheres. 13 anos depois continuo pensando deste jeito. Trago trechos do artigo. Leiam abaixo: Uma mania vem “atacando” quase todas as mulheres. Elas estão raspando a genitália por completo. Alegam que ficar com pelos é anti-higiênico, e coisa e tal. Engraçado esta nova filosofia! Quer dizer que as mulheres que ostentam pelos são porcas? Não promovem a higienização devida no delirante objeto do desejo? Do desejo e da continuidade da vida! O certo é que muita gente anda meio decepcionada com esta nova mania. É só olhar e perceber que aquele local não tem mais o charme e o encanto necessário e que provoca um tesão incontido. Aliás, a vagina é o órgão mais bonito do corpo humano. Depois dos seios, é lógico! Os 02 (dois) fazem a diferença. Um procria e o outro cria. O outro provoca devaneios e o um incendeia! Pelos à parte: TIREM AS GARRAS DO CORPO DA MULHER!

16/12/2022– 10:37

No embalo da COPA FIFA no Qatar, a bola ainda rola quadrada por aqui. Declarado vencedor das eleições 2022 o candidato do PT anda meio perrengue. Na recente passagem por Portugal, após visitar uma tendinha de ONG brasileira na COP27, no Egito, Luiz Inácio tirou folga internado num hospital lusitano. A saúde não anda bem e dizem as boas línguas que a sabedoria Tucana encostou Geraldo Alckmin para chegar ao poder pelo caminho mais curto. Não dá para entender de outra forma quando assistimos vídeos de Alckmin chamando Luiz Inácio de maior corrupto da história. O poder político encanta e submete pessoas ao ridículo. Quando Alckmin assumir, quero ver ele se livrar da turminha da canhota que vai inundar as frentes do poder. Nem a vocação ideológica pró-socialismo de Fernando Henrique Cardoso vai dar jeito. Continuo acreditando que Deus é brasileiro e não vai permitir que um país majoritariamente católico seja submetido a um governo formado por pessoas, em sua maioria, com BO – Boletim de Ocorrência – na PF – Polícia Federal. A saída da direita do poder tem boa dose de forças ocultas. A crise ideológica na Europa e EUA não impediu que a esquerda deles concentrasse esforços por aqui. Os países ricos tentam alinhar a América do Sul à esquerda. Só que eles desconhecem como funciona a esquerda em nosso continente. É muito diferente do que se faz na Europa e América do Norte. Aqui a esquerda quer o Estado forte e pesado subjugando as empresas e as pessoas. Estatizar é a ordem. Ditadura envolta em discurso de falsa democracia é o modelo. Pretendem uma economia que deságue riquezas no poder para dele se servir. A NOM – Nova Ordem Mundial – atua sorrateiramente no mundo todo. Na Amazônia são centenas de OGNS patrocinadas pelo multimilionário George Soros. As riquezas do subsolo, segundo ele, pertencem a humanidade. George Soros é influente em diversos governos. Antes de Barack Obama, Soros já era ativista influente nos destinos dos americanos. Hoje USA vive a mais séria crise econômica e ideológica da sua história. O dinheiro chinês evitou a insolvência de boa parte da mídia que conspira contra a democracia plena. A China não renuncia ao Brasil porque está de olho na nossa capacidade de produção de alimentos, na geração de energia limpa, crédito de carbono, no modal ferroviário e portuário. Investir aqui significa um grande passo para ultrapassar os americanos na corrida para ser a maior economia do mundo. Esse megainvestidor já toma conta de boa parte da mídia brasileira. Os herdeiros de Cabral, o Pedro, não resistem a força do dinheiro. No Brasil quem tem dinheiro tem poder. É a regra. Como Mané, fico com a impressão de que o crime no Brasil compensa. O país abrirá as comportas para a impunidade, o estímulo a corrupção e a Lei de Gérson. Não podemos conviver novamente com desvios financeiros nos Correios, Mensalão e dinheiro na cueca e na mala. Com o rombo na Petrobras, Eletrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica, canalizando bilhões para os amigos do regime. Muita gente dessa época estará de volta. Somos um país a mercê dos donos do “Poder”.

25/11/2022– 10:51

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