Colunistas

Eleições 2022: o terceiro turno “das urnas’! Olá, tudo bom? Nesta última semana, mais uma vez o sistema de apuração e totalização da votação eleitoral brasileiro foi colocado, tecnicamente, em xeque: o Partido Liberal (PL) e o Partido Progressista (PP) apresentou Representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autos do processo nº 0601958-94.2022.6.00.0000 no último dia 22/11, em desfavor dos atuais candidatos a presidente e a vice-presidente eleitos e respectiva coligação. Em uma representação, diga-se de passagem, muito bem fundamentada tanto em termos jurídicos quanto de provas, em um primeiro momento parece que os representantes parecem ter razão. Querendo ou não, e muito embora na maioria das vezes, para não dizer todas, alguns julgadores superiores tenham usado de fundamentos de indeferimento liminar e de coerção financeira para indeferir pedidos formulados e, de uma certa forma, inibir a judicialização de medidas como estas. Em uma eleição tão acirrada e onde a diferença de votos fora a menor da história, e até mesmo com amparo em nossas atuações desde 2008 na área eleitoral, é natural que o candidato derrotado ou coligação interponha ou a chamada Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), cujo prazo fatal é até a diplomação dos candidatos eleitos, ou então a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) cujo prazo fatal é de até 15 (quinze) dias da diplomação dos candidatos eleitos. Também, diga-se de passagem, que algumas entidades de representação nacional já estão se mexendo diante das arbitrariedades praticadas por um certo Ministro, que mais parece um Xerife. Seria muito mais fácil se em todas as oportunidades em que se debateu a questão do voto impresso aditável, debate este desde os anos 2000, o TSE não criasse tanta resistência e aprovasse a utilização de tal sistema. Mas a Corte nunca erra, na visão dentro da bolha. Agora, querendo ou não, terá que dar uma resposta para convencer os que não votaram no candidato eleito, quase metade da população brasileira. Se será um terceiro turno das eleições, ainda não sabemos, embora pelo pedido formulado, tecnicamente, tem tudo para ser. Aguardemos os próximos passos da eleição presidencial mais judicializada da história brasileira. Um forte abraço!  

25/11/2022– 10:50

O Primeiro-ministro da Inglaterra (1940) Winston Churchill teria dito que a democracia é a pior forma de governo, à exceção de todas as demais. Mas, é na democracia que temos que acreditar, E a democracia brasileira, a exemplo de outros regimes democráticos, vive uma crise. Espaços de poder são hoje ocupados por forças políticas, pessoas e discursos contrários aos direitos fundamentais e ao funcionamento de instituições independentes. Parlamentares eleitos invocam a imunidade material garantida pela Constituição de 1988 para sustentar visões de mundo absolutamente autoritárias. Governo, à exceção de todas as demais. Mas, é na democracia que temos que acreditar. Nesse cenário, a Revista da AJURIS publicou artigo que analisa os limites constitucionais à imunidade material, de modo a afirmar que tal garantia, embora fundamental para assegurar a independência do Poder Legislativo e o bom exercício dos mandos, não abarca a defesa de ideias francamente antidemocráticas, como a dissolução do Congresso Nacional, o fechamento da Suprema Corte ou discursos de ódio. A demarcação desses limites não apenas perpassa o exame do que é imunidade material e da interpretação que o Supremo Tribunal Federal dá ao conceito. A tarefa também envolve o reconhecimento de que a democracia brasileira deve ser uma democracia militante, isto é, um regime político que protege a sua própria sobrevivência, diante de projetos autoritários de poder. No dia 12 de setembro deste ano, foram comemorados, isto mesmo: foram comemorados os 100 anos da chegada do Fascismo na Itália! As comemorações mais ruidosas aconteceram em Predappio, cidade onde nasceu e foi enterrado Benito Mussolini, o criador do regime discriminatório e violento. Seu túmulo, localizado na cripta da capela da sua família, atrai dezenas de milhares de visitantes todos os anos. Hoje o movimento neofascista no Brasil se apresenta sob a forma do bolsonarismo. Esse neofascismo no mundo ganha cada vez mais adeptos. Veja o que ocorre na Hungria, na Polônia. Na Suécia, com raízes neonazistas, o partido Democratas da Suécia (SD) conquistou mais de 20% dos votos nas eleições do dia 10 de setembro deste ano. Agora já pode fazer parte do governo pela primeira vez na História. No Brasil, o desfile cívico-militar, no 7 de setembro de 2022, deve ser visto como um alerta para os que amam a democracia. Aliás, Bolsonaro é um personagem tipicamente de extrema-direita que não convive com os ideais democráticos. Disse bem Mathias Alencastro, em artigo para a “Folha de São Paulo” publicado em 12 de setembro de 2022, que Jair Bolsonaro é de extrema-direita. O Líder Notícias tratou do assunto em 09 de setembro deste ano (2022) e mostrava o perigo dos governos autoritários. Voltemos ao tema: o princípio da democracia militante destina-se, pois, a amarrar um procedimento de normatização legítima do direito. Significa, portanto, que somente podem pretender ter validade legítima leis juridicamente capazes de ter o assentimento de todos os parceiros de direito em um processo de normatização discursiva.

25/11/2022– 10:47

Consulto meu saldo bancário e noto que faltam 500 reais. Estou online e a única opção é “saldo disponível”. Não consigo visualizar o extrato. Vou ao Banco e após passar pela segurança retiro a senha e aguardo. Nada mais do que 30 minutos. Muita gente na fila e o ar-condicionado demasiado frio. Procuro fugir do vento para protege a rinite. Finalmente chega minha vez. Explico ao atendente meu problema. Ela abre a tela e fala que o saldo está correto. Peço via impressa do extrato e ele foi categórico: não posso fornecer, é norma no Banco. Indago se posso falar com o gerente. Ele responde: o Alexandre está em viagem, foi ministrar curso na matriz. Estou indignado com a falta dos meus 500 reais. Pergunto então como é que fica. O atendente garante que está tudo certo e tranquilo. Diante da certeza de que meu saldo não está correto, pergunto que devo fazer para ter acesso ao extrato detalhado. E ele: o Sr. pode recorrer a instância superior, lá talvez eles decidam. E olhando para os seguranças falou alto: PRÓXIMO... Sai decidido a lutar pelo meu dinheiro. Como não dava para pagar advogado devido ao baixo valor da causa, redigi minha própria ação contra a falta de transparência do Banco. Obtive no Google algumas dicas para formatar juridicamente o pleito. A base para o processo foi a falta de informação (extrato) da agência e o sumiço dos meus 500 reais. Encaminhei por A.R a instância superior em Brasília. Pela internet acompanhei o andamento. Depois de algum tempo recebi o veredicto: “pedido inconsistente por total falta de prova. O requerente não juntou documentação comprobatória fornecida gratuitamente pelo Banco. Decido pelo arquivamento do processo”. Verdade seja dita. O processo foi inconsistente por falta de provas. Fiz manifestação nas redes sociais sobre o prejuízo e fui ameaçado de processo por danos morais. Minhas contas no Instagram, Facebook, Telegram, Twitter e WhatsApp foram bloqueadas. Conclui que os sistemas, entre si, são harmônicos. Minha liberdade foi cerceada. Fico com o prejuízo ou luto? Lutarei! A historinha acima é uma “metáfora”. Se o Banco fornecesse o extrato tudo seria resolvido de forma simples. A bem da verdade, os Bancos com os quais opero são eficazes. O brasileiro que foi as ruas quer exatamente o conteúdo da história. Ele só quer ver o “extrato”. Se não há nada a temer, por que não fornecer o código fonte para que a apuração da eleição seja auditada? Tudo certo? “Bora pra casa” tocar a vida e rezar para que o Brasil dê certo. Houve fraude? Bem, aí cabem providências nos moldes da Lei. A Legislação Eleitoral é complexa. Existem dezenas de livros que versam sobre Leis e Códigos. Desde o tempo do Império a legislação eleitoral se mostra oscilante e vem sofrendo constantes alterações. Muitos entendem que o melhor sistema eleitoral foi o de Rui Barbosa (1881). O processo eleitoral brasileiro não está sustentado apenas por forças internas que querem tomar o poder, como disse José Dirceu (PT). O pleito teve forte apoio internacional. Sobre essas manobras escreverei na próxima. BOA SEMANA!

18/11/2022– 11:17

Eleições 2022: a prestação final das contas! Olá, tudo bom? O prazo da prestação de contas final dos candidatos, eleitos ou não, está chegando: 19 de novembro de 2022, sábado. As prestações de contas deverão ser feitas por candidatas, candidatos e órgãos partidários. A prestação de contas é obrigatória por parte de candidatos e candidatas que apresentaram registro de candidatura e que, no decorrer da caminhada, tenham desistido. Além disso, também é obrigatória àqueles que tiveram indeferidos o seu registro de candidatura, bem aos que foram substituídos, devendo ser considerado o período em que o mesmo estava em disputa eleitoral. A prestação de contas é um dever de todos os candidatos, inclusive vices e suplentes, e dos diretórios partidários, como forma de garantir a transparência e a legitimidade da atuação partidária no processo eleitoral. Na prestação de contas final devem constar as movimentações financeiras ocorridas desde o início da campanha até o seu último dia. Mesmo que não tenha havido movimentação de recursos financeiros, é necessária a apresentação da prestação de contas. Em todos os casos, a arrecadação de recursos e a realização de gastos devem ser acompanhados por profissional habilitado em contabilidade desde o início da campanha. Lembrando que, neste ano, além de constar na prestação de contas os nomes, CPF dos doadores ou CNPJ dos partidos e respectivos valores doados, será observada neste ano a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Portanto, agora é hora de juntar a documentação toda e entregar ao profissional de sua confiança para encerrar a suas obrigações com a Justiça Eleitoral. Fique atento e não deixe para a última hora. Um forte abraço!  

18/11/2022– 11:15

As eleições para a presidência do Brasil se encerraram há 18 dias (escrito dia 17/11). E desde então o engenheiro civil Cleber Tavares, de 34 anos, tem tido problemas em seu trajeto de ida e retorno entre o trabalho e casa devido ao bloqueio instalado na Avenida Raja Gabaglia, em frente à sede da 4º Região Militar, em de Belo Horizonte. No local, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestam contrariamente ao resultado das urnas, que elegeram Lula como próximo presidente do Brasil A foto que ilustra este artigo é dele (Cleber Tavares) e as informações eu li no domingo passado, dia 13/11/2022, no Portal UAI/Estado de Minas, quando preparava matérias especiais para a edição nº 516, que circula nesta sexta-feira, 18/11. Isto mesmo, eu trabalho aos domingos para adiantar textos e elaborar pauta de trabalho para toda semana. Jornalista não tem feriado e nem domingo e trabalha por prazer. Para mim, é quase um orgasmo.   Eles, os manifestantes da Raja Gabaglia e de tantas outras manifestações antidemocráticas, odeiam Lula, odeiam nordestinos, odeiam “comunistas”, termo que abrange tudo que não idolatre o extremismo bolsonarista. Odeiam, talvez, a própria existência. Durante um dos vários congestionamentos que tem enfrentado na região, Cleber Tavares observou uma cena de contraste que o fez tirar uma foto. Um tanque de guerra com uma manifestante à frente, enquanto, bem ao lado, uma senhora procura restos de comida em sacos de lixo espalhados pela calçada. VOLTEM PARA CASA! CHEGA DE BOBAGEM! A ESPERANÇA VENCEU O MEDO E VAMOS CAMINHAR JUNTOS! LULA VAI GOVERNAR PARA TODOS!

18/11/2022– 11:14

Ficou evidente que a campanha eleitoral foi desigual. Um pôde muito e o outro pouco. O resultado das limitações impostas foi traduzido nos votos. A falta de transparência surge como causa principal. Desde a recusa da adoção do voto impresso nas urnas para dar consistência ao modelo comprovadamente frágil, evidenciou-se que a dita transparência não interessava. Qual seria o problema? Perder uma eleição deveria ser normal na democracia. O que não é normal é o risco de perdermos a nossa frágil democracia numa eleição. Metade da população brasileira não gosta da democracia e do capitalismo. Vivem de falsas afirmações e enchem a boca para falar no “estado democrático de direito”. Chega de hipocrisia! Prefiro ver a cartilha vermelha que não esconde ser ideologicamente socialista/comunista. Regime que distribui migalhas ao povo e enriquece os donos do poder. Pelo resultado divulgado venceu o “lulismo” que trouxe a reboque o PT. O que deixa os verdadeiros democratas em alerta, são as promessas de campanha de Luiz Inácio. Sem nenhum constrangimento abriu a cartilha socialista e acenou com intenções que se realizadas, levará o país a mudanças profundas e nada compatíveis com a democracia. Propõe um Estado pesado sobre as costas de quem trabalha e produz para sustentar a corrupção. Vou resumir: Acabar com o teto de gastos é abrir as torneiras para o déficit fiscal e sabe-se lá para que. Nunca houve responsabilidade fiscal nos governos do PT. A liberação do aborto e das drogas da pauta progressista, não é aceito pela igreja católica que o apoiou. Para retribuir o apoio dos banqueiros é possível que o PIX seja taxado. A transação gratuita põe em circulação 30 bilhões de reais/ano. O desarmamento é velha receita das ditaduras socialistas. Povo desarmado é indefeso que se torna refém do Estado. A declarada simpatia de Lula pelo contraventor Marcola indica uma explosão na criminalidade. Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDS saneados nos últimos anos, abrirão seus cofres para os amiguinhos do Rei. O realinhamento com os países do continente fortalecerá o Foro de S. Paulo, atual grupo de “Puebla”. A pauta ninguém esconde; transformar a América do Sul em socialista. E pasmem: o MST vai regular o agronegócio. A autonomia do Banco Central, uma das boas medidas da equipe de Paulo Guedes, deixará de existir. Estará atrelada aos manipuladores para colocar na sombra a verdade dos números. Para continuar com o plano de catequização dos jovens as escolas fortalecerão o socialismo e a ideologia de gênero. O PT vai lutar para acabar com os colégios militares que formam patriotas que respeitam a bandeira e o hino. O Exército e as igrejas serão relegados a insignificância. A formação de uma Guarda Nacional fiel ao PT dará sustentação aos abusos do poder central em defesa do regime que quer a ditadura. Para governar o PT terá que corromper o Congresso com dinheiro público. Boa parte dessa verba vem dos impostos que o “povão” pago sem sentir. Está embutido no preço do arroz, feijão, óleo etc. Não cabem aqui todas as ameaças a democracia. Mas cabe o alerta e a esperança de que através do Congresso Nacional possamos continuar livres. BOA SEMANA!

04/11/2022– 09:59

Eleições 2022: O resultado final! Olá, tudo bom? Passadas as eleições e o fim do processo eleitoral, algumas questões urgem abordagem: a) se houve censura, ou não, por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tal questão ainda renderá discussões por um bom tempo; b) o candidato vencedor ganhou com uma diferença pequena de votos em relação a outros pleitos de segundo turno nacional, o que mostra que a população brasileira está dividida. Prova disso é a apuração no Estado de Minas Gerais, onde a diferença foi de 50.000 votos apenas. Numa eleição tão abrangente, ganhar com 1% (um por cento) deve ser levado em conta; c) nunca se houve uma eleição tão judicializada na história deste País, o que demonstra ainda mais aos futuros candidatos a necessidade urgente e real de contratar bons profissionais de advocacia e de contabilidade para as prestações de contas. A mídia em geral também precisa fazer uma reflexão: a mesma contribuiu para a guerra de narrativas sem precedentes neste processo eleitoral. Prova recente disso se deu com a última paralisação dos caminhoneiros: houve meio de comunicação que sequer fez cobertura de tais atos. Embora regulamentar a mídia e as redes sociais como proposto pelo futuro Governo, definitivamente, não seja a solução, cabe a cada um de nós sim, ter senso crítico para escolher o meio mais adequado e isento para se informar. O novo governo terá um desafio enorme: conceder as prometidas e desmedidas benesses do passado não tão distante a artistas e meios de comunicação, como o uso então inadequado e restrito da Lei Rouanet, além das verbas publicitárias em massa, mas com uma restrição: o definido pelo Governo Temer em relação ao Teto de Gastos inclusive em relação a tais verbas. A bolsa de valores já vem dando sinais quanto ao resultado das eleições e dos cotados nomes para ocupar os ministérios. Cabe a cada um de nós aceitar o resultado e seguir em frente com as nossas vidas e convicções. E acima de tudo, independentemente de quem você votou ou não, fiscalizar o futuro mandatário e seus subordinados, além dos deputados estaduais e federais e senadores eleitos que receberam a nossa confiança. Um forte abraço e fique com Deus!  

04/11/2022– 09:58

Recentemente li publicação atribuída ao ex-ministro do STF Joaquim Barbosa em que diz: não misture fé com política, pois historicamente essa mistura sempre teve como resultado catástrofes sociais, guerras civis etc. Não se deixe iludir! Se não houvesse declarado apoio ao candidato do PT, soaria como visão de direita. O jogo político e de poder tem contornos por vezes incompreensíveis. Quando ministro foi relator do escândalo do mensalão em que o PT esteve profundamente envolvido. Na época, Barbosa foi zeloso na apuração dos delitos. Como o tempo passa e voa, hoje o Dr. Joaquim baldeou para o lado obscuro que ele tão bem combateu. No presente período eleitoral é comum religiosos se valerem da atenção dos fiéis para manifestarem suas preferências políticas. O objetivo é influenciar. Na igreja católica existem várias correntes políticas. A mais forte é a tendência social de esquerda que se baseia na igualdade. Na prática são raros os casos de sucesso desse regime pelo mundo. Na mesma igreja há os que combatem o socialismo explícito. As manifestações em favor de um e contra outro tem dividido e contrariado os fiéis. Alguns prometem abandonar a igreja e cancelarem o dízimo, como me foi dito. No site da CNBB existe uma matéria de autoria Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará, em que aborda a missão da igreja. Ele afirma: “Igreja quer dizer convocação, assembleia! Os mesmos discípulos, antes fujões diante da perseguição, agora se encontram reunidos. Será sempre na convocação à assembleia, comunidade que se constitui, que a Igreja manifestará a sua visibilidade em todos os tempos. É ali, onde dois ou mais estão reunidos em nome de Jesus (Cf. Mt 18,20), que ele se mostra vivo. Antes mesmo da pregação explícita da Palavra, sem dúvida essencial, especialmente o nosso tempo se sente tocado pelo testemunho de comunhão e pela caridade! E basta observar que as comunidades cristãs tendem naturalmente a estender os braços do amor recíproco, desejosas de chegarem aos mais distantes e aos mais pobres. Igreja é convocação, assembleia, caridade, serviço aos irmãos!” Na democracia a liberdade de opinião e escolha deve ser respeitada. Manifestações impositivas são antidemocráticas. Os pecados da “Santa Inquisição” ficaram no passado. Como na política, a igreja é conduzida por humanos imperfeitos e as decisões pessoais quando equivocadas, não representam a essência da instituição. Para relembrar, o episódio histórico conhecido como “Santa Inquisição” teve início oficial no século XIII, provavelmente no ano de 1229. Na ocasião, o Papa Gregório IX, no Concílio de Toulouse, proclamou oficialmente a instituição do Tribunal do Santo Ofício, também conhecido como Inquisição. O flagelo da Santa Inquisição é um fenômeno típico da Idade Média. Ainda no aspecto formal, o Papa Inocêncio IV, em 1252, publicou o “Ad Extirpanda”, um documento que continha o plano para dar curso à eliminação de hereges. Eram considerados hereges todos aqueles que se opunham aos postulados da Igreja Católica. Se você acha que religião é uma experiência privada em que simplesmente um ser humano tem uma conexão com o divino, então não faz sentido misturar religião com política. O FUTURO PELO SEU VOTO!

28/10/2022– 10:11

Eleições 2022: A Judicialização V! Olá, tudo bom? Nesta última semana de campanha eleitoral para o segundo turno das Eleições Presidenciais, de fato é notório e conclusivo: estamos diante das eleições presidenciais mais judicializadas da história. Primeiro, no dia 20/10, foi publicada a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que dispõe sobre suposto enfrentamento à desinformação e que no nosso sentir afronta de forma acintosa o devido processo legal e o sistema acusatório brasileiro por exemplo e dentre outros institutos jurídicos. Além disso, a mesma deu margem à aplicação de censura prévia a diversos canais de mídias sociais e TV aberta, como ocorre com a Jovem Pan, com o Brasil Paralelo e com outros canais na internet até o final das eleições. Censura prévia a esta altura do pleito interessa a alguém, só não sabemos a quem. Além da propaganda paga estar vedada a partir de 02 dias antes do pleito, o plenário do TSE negou pedidos de direito de resposta do candidato Lula contra o candidato Bolsonaro a respeito de propagandas que associam os altos índices de analfabetismo e de pobreza ao candidato do PT, sob o argumento de ser debates de questões econômicas e políticas que devem ser debatidas nos programas eleitorais. No entanto, também o TSE suspendera conteúdo que associara o candidato Lula a drogas, aborto e assassinato, sob o argumento de tal conteúdo envolver desinformação e disseminar o ódio. Na mesma toada, ficara proibida a menção ao candidato do PT sobre o seu passado um tanto quanto nebuloso com o Poder Judiciário. Enfim, no próximo domingo você, eleitor, voltará às urnas. Vá de forma tranquila, pacífica e ordeira. Se quiser expor sua opinião política, faça de forma silenciosa e evite aglomeração com outras pessoas que possam estar com roupas similares. Que nestas eleições o Brasil possa dar um show de civilidade e continuar avançando rumo ao alcance de ser a próxima potência mundial. Temos tudo para isso; só depende de nós mesmos. Um forte abraço e fique com Deus!

28/10/2022– 10:10

No livro “Assassinato de Reputações – Um crime de Estado”, Romeu Tuma Jr. narra a história de uma chantagem contra Lula por fotos de “uma coisa muito comprometedora” contra o petista ocorrida na Amazônia. Romeu Tuma Jr. foi Secretário Nacional de Justiça de Lula e 01 (um) ministro de Jair Bolsonaro bate na porta dele para encontrar outra “bala de prata” na reta final de campanha para atacar Lula. O ex-ministro não disse nome e informou que tudo que ele tinha a dizer está no livro. A lista de bondades para ganhar a reeleição incluiu a "PEC Kamikaze", que ampliou benefícios em ano eleitoral, e a liberação de verbas do Orçamento Secreto. Sem a chamada "bala de prata" no primeiro turno, os assessores presidenciais focaram no aumento da rejeição de Lula, mas Bolsonaro perdeu com mais de 6 milhões de votos de diferença. O ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro (PL), Fábio Faria, pode ter cometido crime eleitoral com a denúncia – sem provas – de que emissoras de rádio estão boicotando a campanha à reeleição do presidente. Segundo Faria, ao longo do segundo turno, essas emissoras deixaram de veicular ao menos de 154 mil inserções da propaganda eleitoral de Bolsonaro, conforme uma suposta “auditoria”. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes negou na noite de quarta-feira, 26 de outubro pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para investigar a alegação de irregularidades em inserções eleitorais por emissoras de rádios. Para Moraes, os dados apresentados pela campanha sobre supostas irregularidades são inconsistentes. O candidato à reeleição disse que recorreria ao STF. O âncora do programa “O É da Coisa”, jornalista Reinaldo Azevedo, afirma que Jair Bolsonaro está atrás da famosa “bala de prata”, alguma coisa que mude o que parece ser o destino das eleições. Reinaldo Azevedo acredita que o presidente não perdeu votos de seus eleitores após a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. Porém, ele entende que essa história não ajuda o candidato à reeleição a ganhar votos. A conclusão é a de que o comitê de Jair Bolsonaro teme algumas “loucuras” próprias do estilo presidencial, como, por exemplo, o pífio resultado do Auxílio Brasil que não rendeu um voto sequer para o presidente Bolsonaro, assim como não rendeu nada, também, o barateamento da gasolina e do diesel, tido pelo comitê da reeleição como 02 (dois) tiros n’água. Até porque os beneficiários desses 02 (dois) traques teriam sido exatamente os que já votam em Bolsonaro: sobretudo os mais ricos. (*) No folclore, uma bala de prata é supostamente o único tipo de munição capaz de matar lobisomens, bruxas e outros monstros. Não só bala de prata, mas flechas de pratas também pode ser um item utilizado para matar alguns monstros.  

28/10/2022– 10:09

(*) Vivyane Totino Motta Muito se fala sobre a criança ferida, mas pouco se explica sobre o que seria de fato, então resolvi contar isso em forma de uma metáfora. Desde que nascemos começamos a escrever nossa história no livro da vida, tudo que nos’ acontece fica registrado página por página, capítulo por capítulo de cada fase da nossa vida. Porém, na nossa infância, muitas dessas histórias são escritas a duas mãos, a nossa e a dos nossos pais, a de alguém da nossa família, algum amiguinho, um vizinho ou até mesmo desconhecidos. O ponto é que nessa idade não temos força o suficiente para carregar esse livro e dependemos de alguns adultos para isso e se isso falta, de alguma maneira, o livro cai, a escrita se borra ou se interrompe. A criança ferida é a representação de um (ou mais) desses capítulos sem final ou mal escritos. O que acontece é que nós seguimos escrevendo os próximos, mas não nos esquecemos deles, nós iniciamos em paralelo uma busca incansável por completar esse capítulo inacabado ou “consertar” o que foi rasurado. E então seguimos pela vida, com esse livro aberto entregando-o para outros na tentativa de que finalmente esse capítulo seja completado como deveria ter sido. Tentamos com nossos pais por muito tempo (tem gente que nunca para), tentamos com amigos, tentamos com parceiros amorosos, trabalho, compras, vícios, excessos... tudo isso no anseio que algumas dessas pessoas e coisas possam tampar esse vazio que ficou (e que dói) nessas páginas inacabadas. Só que infelizmente, não dá para voltar nas páginas e apagá-las, pois nossa história é escrita com tinta permanente, também não dá para simplesmente completá-las porque nossa história seguiu sendo escrita, não há espaços em branco. O que nos cabe como adultos e únicos responsáveis pelo nosso livro da vida, é reler essa história com coragem, entender em que momento e o que faltou, para que possamos, nós mesmos, nos dar isso agora como adultos. A criança ferida que habita em você, que na verdade são capítulos mal escritos ou inacabados, precisa seguir a vida, deixar pra trás essas páginas como parte da sua história que é imutável, e dedicar toda a sua energia para escrever agora, à sua maneira, as páginas do presente e do futuro. Nenhuma história pode ser reescrita, mas novos capítulos sim. E agora, diferente da sua infância, você é o único autor desse livro e não depende de ninguém pra isso! Abraços Vivy (*) Vivyane Brandão Totino Motta é psicóloga, analista corporal e mentora de desenvolvimento (CRP04/29776); Instagram: @vivymota.psi; contato: (31) 97358-3024. Escreve na 3ª semana do cada mês, sempre na página 10.

21/10/2022– 10:53

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