Cultura

O artista plástico e Mestre dos Saberes e Fazeres de Ponte Nova, Antônio de Pádua Inácio, o popular Boneca, acaba de revelar publicamente que passou por sessões de radioterapia, em Muriaé, e quimioterapia em Ponte Nova, para combater um câncer de língua. Com 30 quilos a menos, mas com coragem e fé ele esteve pessoalmente na redação do Líder Notícias na quarta-feira, dia 1º de setembro, entregando uma mensagem, que poder ser lida na sua página do Facebook. “Quando era criança, isso já faz muito tempo, a ciranda era uma das brincadeiras mais populares entre a molecada. De mãos dadas as crianças giravam e cantavam, ao final da música alguém deixava a corrente e entrava para o meio da roda. Nos últimos meses fui colocado numa condição difícil, recebi o diagnóstico de carcioma de orofaringe - base da língua, termo técnico para câncer de língua. Essa notícia me fez refletir sobre a vida em geral, e sobre a minha própria. Foi nessas reflexões sobre a vida e a minha vida que a imagem da ciranda me veio à cabeça.”, disse ele iniciando seu relato corajoso e sem pieguice. Boneca nasceu em Cajuri, quando o local ainda era distrito de Viçosa. Veio para Ponte Nova a inda menino. Por aqui ele cresceu e “cresceu” na sua arte única de retratar São Francisco de Assis, o preferido. Transformou sua casa num ateliê que parece uma obra de arte, tendo ao redor a natureza, com flores e frutos. Todos os seus filhos, com Francisca Coelho (Chica), nasceram ali. “A vida é uma ciranda e estamos de mãos dadas celebrando os momentos que vivemos juntos às pessoas que amamos. Momentos que vão se passando um após o outro, assim como a música cantada pelas crianças de mãos dadas. A cada instante a música caminha para o fim e alguém vai deixar a ciranda”, continua Boneca em seu relato. Emocionado, o cidadão honorário de Ponte Nova, expositor nacional de artesanato em Brasília e Belo Horizonte, ganhador de vários Prêmio Xeleco de Cultura, prêmios estadual e nacional de artesanato, pensou que a música iria se acabar para ele, em breve: “porém, se estenderá um pouco mais e poderei continuar de mãos dadas a vocês rodando e cantando, celebrando a vida. Sabendo que em algum momento a música vai acabar e terei que ir para o centro da roda, mas certo de que não será para logo”. Antônio de Pádua Inácio diz que deve isso a várias pessoas e instituições que ele listou no documento deixado na redação do Líder Notícias: Centro de Oncologia do Hospital Nossa Senhora das Dores; SUS e funcionários, como as recepcionistas Liliane, Cidinha e Marcele; enfermeiras Marlene, Flaviane, Aline e Elaine; psicóloga Carol; nutricionista Júlia; assistência social Renata; nutricionista Júlia e à farmacêutica (o) Natália e José. “Aos médicos Salvador de Assis, Milton Irias e em especial aos médicos Dr. Gabriel Sabido e Dr Fábio Reder Ker Moreira pela atenção, profissionalismo, carinho e respeito dispensado a mim e a todos os pacientes desta unidade. Obrigado sempre e que Deus, Jesus Cristo, a Virgem Maria e São Francisco de Assis protejam sempre a todos com saúde sempre”, encerrou Boneca, estendendo seus agradecimentos à sua família: Francisca (esposa); Carlos, Paula e Vítor (filhos), pela força e apoio. Boneca e o empresário Carlos Bartolomeu nasceram em 1950 e fizeram o Tiro de Guerra juntos, em 1969

09/09/2021– 13:19

A independência do Brasil aconteceu em 7 de setembro de 1822, a quase 200 anos, quando D. Pedro, que depois se tornou Imperador D. Pedro I, proclamou o Grito da Independência às margens do Rio Ipiranga, na atual cidade de São Paulo. Com isso, o Brasil rompeu sua ligação com Portugal e consolidou-se como nação independente, com ajuda de uma mulher: Imperatriz Maria Leopoldina. A independência foi o resultado de um processo de desgaste nas relações entre os colonos brasileiros, sobretudo da elite, com Portugal. Isso teve relação direta com a Revolução Liberal do Porto de 1820, mas podemos considerar que tudo começou com a transferência da Família Real portuguesa para o Brasil, em 1808, com D. João VI. Após se instalar no Rio de Janeiro foi iniciado o que ficou conhecido como Período Joanino, fazendo referência a D. João VI, regente da Coroa Portuguesa que se estabeleceu no Brasil após a fuga de Portugal. D. João VI realizou uma série de medidas que contribuiu para a modernização do Brasil, promovendo o desenvolvimento econômico e o florescimento cultural e artístico, onde o Brasil deixou de ser uma colônia e tornou-se parte do reino português. Essa situação, no entanto, desagradava a muitos em Portugal. Assim, em 1820, estourou a citada Revolução Liberal do Porto propondo reformas no país, que incluíam o retorno do rei para Lisboa. O ponto de partida para o processo de independência do Brasil foi, portanto, a intenção da corte portuguesa de revogar todas as medidas para o progresso do Brasil tomadas durante o Período Joanino. Maria Leopoldina com o Conselho de Ministros em 02 de setembro de 1822 Processo de independência do Brasil: ação da Imperatriz Maria Leopoldina Com a possibilidade de recolonização do Brasil o processo de independência iniciou-se. A elite econômica do país - nesse caso, a elite do Sudeste - não aceitava essa possibilidade porque afetaria seus interesses econômicos. As negociações estenderam-se durante 1820 e 1821, mas, a partir de 1822, o sentimento separatista começou a ganhar força. Pedro, que ainda era Príncipe Regente, entregou o poder a Leopoldina a 13 de agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para apaziguar rebeliões em São Paulo. A princesa recebeu notícias que Portugal estava preparando ação contra o Brasil e, sem tempo para aguardar o retorno de Pedro, Leopoldina, aconselhada por José Bonifácio de Andrade e Silva, e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 02 de setembro de 1822, com o Conselho de Estado, redige carta a d. Pedro I. Enviada a d. Pedro I junto com outra carta, de José Bonifácio, além de comentários de Portugal criticando a atuação do marido e de D. João VI. Em sua carta, Leopoldina sugere a Pedro proclamar a Independência do Brasil, com a advertência: “O pomo está maduro, colheio já, senão apodrece”.

06/09/2021– 21:30

O Dia do Folclore é celebrado internacionalmente (inclusive no Brasil) no dia 22 de agosto. Isso porque nessa mesma data, no ano de 1846, a palavra “folklore” (em inglês) foi inventada. O autor do termo foi o escritor inglês William John Thoms, que fez a junção de “folk” (povo, popular) com “lore” (cultura, saber) para definir os fenômenos culturais típicos das culturas populares tradicionais de cada nação. O significado da palavra, segundo seu criador, era “saber tradicional de um povo”. Sabemos que o folclore, ou cultura popular, tem despertado grande interesse de pesquisadores de todo o mundo desde o século XIX. É fundamental para um país conhecer as raízes de suas tradições populares e analisá-las, assim como as de caráter erudito. Os grandes folcloristas encarregam-se de registrar contos, lendas, anedotas, músicas, danças, vestuários, comidas típicas e tudo o mais que define a cultura popular. Em Ponte Nova, a professora e escritora Ludovina Pires tinha paixão pelo folclore e pelos tipos populares, consi derados tão folclórico como os saci-pererê, a mula-semcabeça. Escreveu um livro com os tipos de Ponte Nova, que andavam pelas ruas como Bilisquete, Zico Barra Longa, Sá Dalila, Saracura, Paulinho Vovô e outras que se tornaram imortais no seu livro Vozes da Rua. Bilisquete virou Bloco de Carnaval, que acabou, mas, ele, o personagem continua vivo na memória de todos os ponte-novenses.

02/09/2021– 17:59

O Hotel Glória, inaugurado em 1925, foi desapropriado em 2015. O imóvel foi tombado pelo município om documentações que se iniciaram em 1992, seguindo-se e inscrição no Livro do Tombo em 2008. Em 2015, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e Natural consolidou a documentação anterior e o decreto definitivo foi oficializado pelo prefeito Paulo Guto Malta Moreira. Depois de diversos entendimentos, a Prefeitura Municipal de Ponte Nova assinou convênio com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de MG (Codemig) para se transformar o Hotel Glória em um espaço cultural da cidade. A informação foi confirmada pela Diretoria de Fomento à Indústria Criativa em 2016. A licitação da obra foi em 2017, obras iniciaram-se em 2018 e paralisadas em seguida. Recentemente realizaram obras de infraestrutura para contenção de um barranco que fica entre o prédio e a Avenida Vereador João Evangelista de Almeida e ameaça o imóvel. Afora isso, o Hotel continua entregue à trégua do tempo, sem portas e sem janelas, problemas no telhado, elevador enguiçado. Sem contar que roubaram os azulejos portugueses e vasos sanitários. Não existe data para reinício das obras. Entre os bens tombados em Ponte Nova estão os casarões do século XVIII da família Brant Ribeiro e da família Pinto Coelho (ambos no Centro Histórico); a sede da Fazenda Vau Açu (Santa Helena); parte antiga do Hospital Nossa Senhora das Dores; Escola Nossa Senhora Auxiliadora; Colégio Dom Helvécio; prédio da Câmara Municipal; Pontilhão de Ferro (1911) e a Igreja Matriz de São Sebastião, construída em estilo neogótico (1929). Situação do Hotel Glória é precária na fachada e nas laterais (detalhe) Situação do Hotel Glória é precária na fachada e nas laterais (detalhe) Estação da Estrada de Ferro Leopoldina é outro bem tombado em Ponte Nova, mas em ruínas, sujeito a tombamento literal, com sua queda no chão!

02/09/2021– 17:42

Situação do Hotel Glória em Ponte Nova é idêntica. Estado parou a reforma e a restauração: faltou dinheiro! Uma grande notícia para a preservação cultural de Minas Gerais. O Prefeito de Piranga, Luizinho Araújo (PMN) anunciou em um vídeo a tão aguardada reforma do casarão do Cônego Felício, edificação desapropriada há mais de 10 anos e que contava com a sorte para permanecer em pé. O valor da desapropriação em 2011 foi de R$ 250 mil. O casarão do Cônego Felício representa parte da história de Piranga, que já atravessa mais de três séculos. O sobrado foi erguido pela comunidade para moradia do Cônego Felício de Abreu Lopes, que veio para Piranga em 1900 com a atribuição de ser pároco da primeira paróquia de Minas Gerais. Na sexta-feira, dia 20 de agosto, ocorreu a licitação para reforma do casario colonial, mas segundo informações, das 03 (três) concorrentes, uma foi desabilitada pela Comissão de Licitação e recorreu da decisão. De acordo com a secretaria municipal de Cultura, a reforma contemplará intervenções como a troca do telhado e do assoalho do segundo andar, a demolição da caixa d’água, entre outras coisas. Os recursos de mais de R$ 200 mil para a reforma virão do Fundo Municipal de Patrimônio Histórico.

02/09/2021– 17:19

Com a entrada de Ponte Nova na Onda Verde do Programa Minas Consciente, além do retorno gradativo das aulas presenciais na rede municipal de ensino, também prevê-se o retorno de shows musicais em ambientes fechados. Desde o dia 23 de agosto, estão liberadas reuniões, atrativos naturais e culturais e eventos de qualquer natureza, de caráter público ou privado. São liberados eventos com lotação máxima de 300 pessoas ou 30% da capacidade em ambientes fechados; 50% da capacidade em ambientes ao ar livre, como pesque e pague e sítios com serviços apropriados com o máximo de 600 pessoas. Na entrada do evento tem que haver aferição de temperatura, com recusa de acesso aos que a temperatura aferida sejam superiores a 37,5º. Além disso, no decreto assinado pelo Prefeito Wagner Mol Guimarães em 20/08 exige-se o controle no fluxo de acesso com hora marcada e o distanciamento de 01 metro e meio. Os eventos terão duração máxima de 06 (seis) horas e o horário será sempre entre 07 h e 23 h.

02/09/2021– 16:02

Na tarde do último sábado, 14 de agosto, tendo como cenário o lago da Usina da Brecha, em Guaraciaba, o motorista da Coorpnova (Cooperativa dos Recicladores de Ponte Nova), Germano, recebeu das mãos da diretora e roteirista do documentário “Piranga, o Herói Taciturno”, Mônica Veiga, e da produtora executiva Dalila Pires, uma caixa de material reciclável reunido pela equipe que esteve em Ponte Nova, Piranga, Guaraciaba e Santa Cruz do Escalvado. O material era composto por garrafas plásticas de água mineral e papel de produtos alimentícios, ambos consumidos nas viagens e nas locações de fotos, vídeos e entrevistas. O documentário com temática ambiental narra à jornada de um herói, chamado Piranga, um rio que banha cidades do interior de Minas Gerais e que é um dos formadores do Rio Doce. O ponto central desta narrativa será falar da missão que o rio Piranga carrega de salvar o Rio Doce (peixamento e água boa), que se encontra em estado agonizante, após o desastre ambiental provocado pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. “Piranga, o Herói Taciturno” é produzido pela produtora Atlântico Filmes em coprodução com a Impulso Filmes. Patrocínio da Bartofil Distribuidora, 4ª empresa atacadista do mercado brasileiro, com sede em Ponte Nova. Roteiro: Mônica Veiga; Direção: Mônica Veiga e Daniel Couto; Produção-executiva e Produção: Dalila Pires; Direção de Fotografia e Operação de Câmera: Francisco (Kiko) Barbosa.

25/08/2021– 13:45

Foi visível o desconforto do músico e fotógrafo Costa Melo em sua página do Facebook, na noite de 08/08, ao protestar contra a colocação de uma placa indicativa de trânsito em frente ao grafite de uma Índia, gravado no prédio do Restaurante Parrilada Assador, que fica entre a Avenida Arthur Bernardes e Rua Benedito Valadares, na região conhecida como Praia, no Centro Histórico. “Triste demais! Por favor, Ponte Nova, remova e recoloque a placa em local que enfatize a boa intenção. Louvável querer preservar o Centro Histórico. Necessário e urgente! Mas, a poluição visual da placa mal alocada sobre um dos nossos mais significativos cartões-postais é no mínimo contraditório. Falta de noção, respeito, atenção, carinho, empatia. Não sei o que aconteceu! Mas não está lega! ”, falou o indignado artista. O mural de grafite foi concebido e pintado em 2014, quando houve um movimento cultural da ONG Puro Verde (Ricardo Motta), por meio de seu Diretor de Atividades Culturais Felipe Polesca, e a administração do prefeito Guto Malta (2013-2016), que trouxe a Ponte Nova vários grafiteiros, entre entes Dinho Bento, de renome internacional. Ele, que é de Mariana, assina a arte da Índia, agora eclipsada pela placa de trânsito.

21/08/2021– 12:56

A Fundação Renova deu início ao Projeto de Incentivo à Leitura nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão (MG). A iniciativa tem como objetivo apoiar a modernização das bibliotecas públicas municipais a partir do estímulo à interação e à valorização profissional e o incentivo à leitura em 35 municípios de Minas Gerais e quatro do Espírito Santo. A Fundação Renova vai destinar até R$ 7,8 milhões em recursos para o Projeto de Incentivo à Leitura nos municípios da bacia do Rio Doce. Cada prefeitura poderá indicar de 03 (dois) a 04 (quatro) servidores ligados à biblioteca pública municipal, como bibliotecários, monitores, auxiliares, dentre outros profissionais, para participar de uma capacitação on-line, realizada entre agosto e novembro deste ano (2021). A atividade trabalhará conteúdos relacionados à gestão de bibliotecas e ainda nesta etapa serão definidas as ações para contribuir com a modernização e dinamização da biblioteca como um local de conhecimento e transformação. Em Minas Gerais, entre os 35 municípios que aderiram ao projeto o Líder Notícias listou os municípios de Barra Longa, Bom Jesus do Galho, Dionísio, Raul Soares, Rio Casca, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, São Domingos do Prata, São José do Goiabal, São Pedro dos Ferros e Sem-Peixe, que fazem parte da Bacia Hidrográfica do Rio Piranga. A pequena Sem-Peixe também terá incentivo à leitura em biblioteca

21/08/2021– 12:52

Começou no último sábado, 14 de agosto, a pré-produção do documentário “Piranga, o Herói Taciturno”, patrocinado pela Bartofil Distribuidora por meio da Lei de Incentivo Cultural (antiga Lei Rouanet). A equipe de profissionais coordenada pela produtora Atlântico Filmes fará reconhecimento dos principais locais, considerados importantes do Rio Piranga, dando do ponto de vista turístico ou de qualidade da sua água. O guia da equipe será o ambientalista e editor do Líder Notícias, Ricardo Motta. A direção do documentário está a cargo das viodeomakers Mônica Veiga e Dalila Pires que conhecerão espaços do Rio Piranga em 04 (quatro) cidades: Guaraciaba (Pilar e Volta Grande); Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce (encontro dos rios Piranga e Carmo) e Ponte Nova, nas ilhas do Acabiara Clube e da Bolachinha.

17/08/2021– 13:42

Agosto é considerado o mês mais demorado do ano: tem 31 dias e não tem feriado. Entretanto, o oitavo mês do ano conta com algumas datas comemorativas. No dia 03 de agosto, comemora-se o fim oficial da censura no Brasil. A data foi criada em 1988 para recordar o dia em que a nova Constituição Federal foi votada na Assembleia Constituinte. A censura estabeleceu-se a partir de 1964, na Ditadura Militar, e cerceava a liberdade de expressão intelectual, artística, científica e política. O Regime Militar aplicava a censura às diversas esferas da sociedade, desde a prática do jornalismo até festivais de música, teatro etc. Para tanto, servia-se de órgãos de Estado, como a Divisão de Censura e Diversões Públicas (DCDP), o Conselho Superior de Censura (CSC) e o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Frequentemente, além do controle da liberdade de expressão, esses órgãos acabavam também por colaborar com outros departamentos – sobretudo departamentos de inteligência das polícias e do Exército – que tinham o objetivo de capturar e obter informações, muitas vezes por meio de tortura, de indivíduos que tivessem ligação com grupos revolucionários. Com a Lei da Anistia, em 1979, aprovada ainda no Regime Militar, os crimes cometidos tanto por militares quanto por revolucionários foram revogados. Isso colaborou para que, progressivamente, houvesse a abertura democrá-tica no Brasil, haja vista que novos partidos políticos puderam ser formados e o debate público pôde ser retomado. Bomba atômica em Hiroshima Mais de 75 mil pessoas morrereram em Hiroshima e 03 dias depois mais 35 mil pessoas morreram em Nagasaki. Os efeitos das 02 bombas mataram mais 160 mil pessoas Às 2h27 da madrugada do dia 06 de agosto, o coronel Paul Tibbets aciona os motores da superfortaleza B-29, batizada por ele de Enola Gay, nome de solteira de sua mãe. O alvo era Hiroshima, cidade japonesa de 256 mil habitantes. Às 8h15 de 06 de agosto de 1945, a bomba denominada Little Boy, com 72 quilos de urânio 235, foi lançada sobre a cidade, a mais de 10 mil metros de altura. Demorou 43 segundos até explodir. Tudo em um raio de 02 (dois) quilômetros foi destruído pela explosão equivalente a 13 mil toneladas de TNT. Morreram imediatamente 70 mil pessoas e mais 60 mil pelos efeitos. Uma enorme nuvem em forma de cogumelo de poeira cinza, marrom e negra subiu pelo céu. Hiroshima ficou às escuras, o sol tinha desaparecido, e uma chuva negra radiativa. Até o fim do ano de 1945, outras 60 mil morreram vítimas das sequelas da explosão nuclear. Após 03 (três) dias de aguardo de um pronunciamento do governo japonês, e sem nenhuma resposta, os americanos estavam prontos para usar a segunda arma atômica, agora de plutônio, mais potente do que a primeira. Eram 11h02 de 09 (nove) de agosto de 1945. Tudo em uma área de 03 (três) por 05 (cinco) km foi destruído. O cogumelo da bomba Litle Boy transformou o mundo.

11/08/2021– 14:34

Nascido em Ervália, cidade vizinha de Viçosa, Joaquim Rubens Fontes se tornou um dos principais especialistas quando é o assunto é romance policial. Em paralelo à profissão de bancário e professor, foi na academia que ele embasou a carreira literária para perseguir suas grandes referências, como Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Luiz Alfredo GarciaRoza e Rubem Fonseca. Joaquim Rubens Fontes é jornalista, ex-professor, contista e romancista. É PhD em Romance Policial pela UERJ, mestre e doutor em Letras Vernáculas UFRJ e especialista em Filosofia Medieval pela Faculdade São Bento. Ele tem 18 livros do gênero publicados. O mais recente “Ambição que Mata”, segue o formato indicado nas pesquisas para a tese de doutorado como a preferida do leitor brasileiro: a construção exata do modelo de romance policial, da contextualização do crime ao desfecho. Ex-repórter investiga por conta própria o assassinato contra uma professora universitária. O final trágico de Cida, em “Ambição que Mata” poderia ser a história de muitos professores. Na história, a misteriosa morte da professora universitária impactou todo o Rio de Janeiro. Atingida por um tiro na nuca, Maria Aparecida foi encontrada dentro do próprio carro. Em meio a uma busca policial repleta de falhas, um ex-repórter decide investigar o assassinato por conta própria para que a filha da protagonista não fique desamparada. Ex-professor, jornalista e contista, o Joaquim Rubens Fontes é autor de 18 livros, entre os quais “Nas Cordas do Violão”, vencedor do concurso Letras Brasileiras, em 2015, e “A joia desaparecida: romance policial”, vencedor do Prêmio da União Brasileira de Escritores, no mesmo ano.   Escritor Joaquim Rubens Fontes

11/08/2021– 13:49

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